Vitória precisa de Central de Intérpretes para surdos

A linguagem de sinais é a forma de comunicação usada pelos surdos, sendo não universal. Seu surgimento foi na França em 1755, com o trabalho realizado pelo abade Charles Michel.

 

No Brasil, só ganhou espaço com a vinda do francês Eduard Huet em 1855, professor surdo que veio a convite de D. Pedro II para fundar a primeira escola para surdos brasileiros. Mesmo sem registros oficiais, algumas publicações informam que era grande a quantidade de pessoas surdas em terras brasileiras, o que impulsionou a criação da primeira escola para surdos do País, chamada Imperial Instituto de Surdos-Mudos, atual Ines (Instituto Nacional de Educação de Surdos). Mas apenas em 2002 foi promulgada a lei 10.436, que reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio de comunicação das comunidades surdas no Brasil.

 

No entanto, ainda encaramos dificuldades no processo de inclusão dessas pessoas em situações simples do cotidiano. Tenho me colocado à disposição de instituições, como a Associação dos Surdos de Vitória (Assurvi-ES), com o objetivo de encontrar formas de facilitar a rotina dos surdos na cidade. Segundo a Assurvi, no Espirito Santo existem cerca de 3 mil surdos, sendo que uma média de 230 residem em Vitória. Após contato com representantes da Assurvi e entendendo as necessidades da população surda, em 2017 solicitei que a Prefeitura de Vitória iniciasse os estudos para a implantação de uma Central de Atendimento a Pessoas Surdas. Recentemente, protocolamos um projeto de lei (101/2018) na Câmara Municipal, que pretende criar a Central em Vitória, utilizando como modelo a que já funciona em São Paulo (SP).

 

A ideia é que a central possa oferecer um atendimento especializado para surdos e surdocegos. Além disso, disponibilizará intérpretes e guias intérpretes para acompanhá-los em consultas médicas, reuniões com advogados e outros serviços básicos necessários (com agendamento prévio). Essa é uma das formas que tenho encontrado para facilitar a inclusão de pessoas com deficiência, porque sabemos como são esquecidos, muitas vezes, em necessidades simples. A criação da central poderá trazer transformações reais para a vida de pessoas que se sentem privadas de muitos direitos.

 

Vereador Davi Esmael (PSB)

Data de Publicação: sexta-feira, 21 de setembro de 2018

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